quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Santo Ildefonso

Nasceu no ano de 606, em Toledo, no dia 8 de dezembro. Um homem de oração, foi discernindo a vontade de Deus também nas perdas. Ficou órfão e, em meio aos bens que possuía, fez de tudo para a construção de um mosteiro para religiosos. Um homem de discernimento, que não quer dizer sem medo, sem dificuldades. 

Os santos não foram super-homens, mas pessoas de carne e osso que foram se deixando transformar por Aquele que é o santo dos santos: Jesus Cristo. Ele que, pelo poder do Espírito Santo, opera maravilhas no coração que se abre. 

Santo Ildefonso, um coração aberto para as vontades de Deus, mesmo contra a própria vontade. Aconteceu que o Bispo de sua localidade havia falecido e o povo o elegeu. Ele se escondeu num convento, mas foi descoberto e aceitou este grande serviço para o povo de Deus. Foi um grande instrumento de Deus e devoto da Santíssima Virgem. Ele propagou a Festa da Expectação de Nossa Senhora, em 18 de dezembro – Nossa Senhora do Ó, como ficou conhecida. Fruto desse amor, ele recebeu a graça de uma aparição da Virgem Maria, chamando-o de “meu capelão” e presenteando-o com uma casula do céu. Assim diz o seu testemunho. 

Um homem revestido de humildade, de vida, de oração na vida sacramental, por isso foi um grande pastor para o seu povo. Não evangelizou sozinho, pois os santos bem sabiam e continuam a saber o quanto nós precisamos uns dos outros para que a evangelização aconteça, para que muitos conheçam esse doce nome que tem nosso Senhor Jesus Cristo. Os santos foram aqueles que se consumiram pelo Evangelho para que muitos conheçam Jesus Cristo. 

Santo Ildefonso, rogai por nós

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

São Vicente de Saragoça

Um santo amado e citado por muitos santos, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Prudêncio e outros que trouxeram à tona o testemunho desse grande diácono e mártir da Igreja. 

Nasceu na Espanha, em Huesca, no século terceiro. De uma família muito distinta e conhecida por todos, ele escolheu ser cristão e, assim, viver a santidade. 

Vicente viveu num período muito difícil da Igreja. Um tempo em que Diocleciano e Maximiano – imperadores –, começaram a perseguir os cristãos e forçar muitos a se declararem a favor dos deuses; caso contrário, seriam martirizados. O santo de hoje foi um dos que fez a opção por Jesus. 

Ele era um grande pregador da Palavra, mais do que isso, buscava viver a Palavra que pregava, esta que é, antes de tudo, Cristo Jesus, o Santo dos Santos, o nosso modelo, o nosso Senhor e Salvador. Diante das ameaças do governador Darciano, ele não recusou a se dizer cristão e fiel ao Senhor. 

Os tormentos o perseguiram. Foi um martírio lento, sempre com o objetivo de vencê-lo para que Darciano se desse como herói diante do Cristianismo, mas também com o objetivo de levar São Vicente a renunciar a própria fé, a sacrificar aos deuses. Fiel a Deus e sustentado pela oração, diante de si ele tinha o seu grande amor: Deus. Sendo assim, ele for martirizado aos poucos, até mesmo levado à grelha, tendo seu corpo dilacerado, jogado numa prisão e, por fim, Darciano deixou-o num leito pedindo que cuidassem dele. Ali, sim, ele foi visitado por outros cristãos e entregou-se a Deus. 

São Vicente tornou-se modelo para todos os cristãos e também padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e também da diocese de Faro. 

São Vicente, rogai por nós!

Na Graça de Deus - Pecados Veniais - Pecados Mortais

O pecado mortal é uma desobediència à lei de Deus em matéria grave, feita com plena advertência e deliberado consentimento. Efeitos do pecado mortal: 
1) dar a morte à alma, privando-a da graça de Deus, 2) tirar 08 méritos precedentemente adquiridos; 3) fazer- nos incapazes de adquirir novos méritos;
 4) atrair os castigos divinos, mesmo nesta vida.
O pecado venial (de venta - perdão) é uma ofensa à lei de Deus em matéria leve. Pode ser venial também em matéria grave, quando não houver plena advertència ou pleno consentimento deliberado. Efeitos do pecado venial: 
1) esfriar a alma no amor de Deus, isto é, diminuir o fervor da caridade; 
2) dispôr ao pecado mortal, porque inspira menos horror ao pecado e torna mais fraco o homem contra as paixões;
3) fazer-nos merecedores da pena temporal nesta vida e na outra.
IN GRAZIA DI DIO
CON PECCATI VENIALI
IN PECCATO MORTALE
Na graça de Deus 
Com pecado venial 
Em pecado mortal

domingo, 21 de janeiro de 2024

Santa Inês

Seu nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia (uma babá) que só a deixaria após o casamento. 

Santa Inês tinha cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela; segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é aquela que não passa: a comunhão com Deus. De maneira secreta, ela tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia ‘não’. Até que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos. 

Tão conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador, ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não foi manchada pelo pecado. 

Auxiliada pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para sempre em Cristo. 

Santa Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi enterrada. 

Santa Inês, rogai por nós!

sábado, 20 de janeiro de 2024

São Sebastião

São Sebastião nasceu em Narbona, no ano de 256. Pertencia a uma família cristã e foi batizado ainda criança. 

Mudaram-se para Milão, Itália, e lá realizou seus estudos e seguiu a carreira militar de seu pai. 

Foi um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano. 

Sebastião não participava dos martírios e idolatrias do povo romano, pois, apesar de pertencer ao exército romano, ele era cristão. 



*Na Juventude* 

Homem de muita fé, Sebastião sempre ajudava seus irmãos, com o intuito de abrir a mente e o coração de cada um. 

Falava a soldados e prisioneiros e também ajudava da forma que podia aos doentes e aos que mais necessitavam. 



*Condenado a morte* 

O Império romano era governado por Diocleciano, que havia ordenado uma dura perseguição aos cristãos. 

O imperador soube que haviam cristãos infiltrados em seu exército e ordenou que fossem expulsos. 

Logo descobriu que Sebastião era cristão. 

Furioso, o imperador ordenou que Sebastião renunciasse a sua fé. 

Mas Sebastião recusou-se, enfurecendo ainda mais o imperador. 

Para dar o 'exemplo' para os outros, o imperador ordenou que amarrassem Sebastião num poste para ser morto a flechadas. 

O deixaram muito ferido, sangrando, e foram embora achando que ele estava morto. 

Logo uma mulher muito cristã chamada Irene, apareceu ao local e percebeu que Sebastião estava vivo. 

Ela o levou para sua casa e cuidou de seus ferimentos. 



*Martírio* 

Recuperado, Sebastião não se escondeu e voltou a realizar suas pregações. 

Apresentou-se novamente ao Imperador, pedindo que parassem de perseguir os cristãos. 

Diocleciano não o ouviu e ordenou que Sebastião fosse açoitado até a morte. 

E assim fizeram, jogando seu corpo em uma fossa, para que não fosse encontrado e honrado como mártir. 

Mas Sebastião apareceu a uma mulher chamada Lucina na noite seguinte a seu martírio, revelando-lhe onde seu corpo se encontrava e disse para sepultá-lo próximo aos restos dos apóstolos. 

São Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, ele é celebrado no dia 20 de janeiro.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Santo Antão

Pai do monaquismo cristão, Santo Antão nasceu no Egito em 251 e faleceu em 356; viveu mais de cem anos, mas a qualidade é maior do que a quantidade de tempo de sua vida, pois viveu com uma qualidade de vida santa que só Cristo podia lhe dar. Com apenas 20 anos, Santo Antão havia perdido os pais; ficou órfão com muitos bens materiais, mas o maior bem que os pais lhe deixaram foi uma educação cristã. Ao entrar numa igreja, ele ouviu a proclamação da Palavra e se colocou no lugar daquele jovem rico, o qual Cristo chamava para deixar tudo e segui-Lo na radicalidade. Antão vendeu parte de seus bens, garantiu a formação de sua irmã, a qual entrou para uma vida religiosa. 

Enfim, Santo Antão foi passo a passo buscando a vontade do Senhor. Antão deparou-se com outra palavra de Deus em sua vida: “Não vou preocupeis, pois, com o dia de amanhã. O dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”(Mt 6,34). O Espírito Santo o iluminou e ele abandonou todas as coisas para viver como eremita. Sabendo que na região existiam homens dedicados à leitura, meditação e oração, ele foi aprender. Aprendeu a ler e, principalmente a orar e contemplar. Assim, foi crescendo na santidade e na fama também. 

Sentiu-se chamado a viver num local muito abandonado, num cemitério, onde as pessoas diziam que almas andavam por lá. Por isso, era inabitável. Ele não vivia de crendices; nenhum santo viveu. Então, foi viver neste local. Na verdade, eram serpentes que estavam por lá e , por isso, ninguém se aproximava. A imaginação humana vê coisas onde não há. Santo Antão construiu muros naquele lugar e viveu ali dentro, na penitência e na meditação. As pessoas eram canais da providência, pois elas lhe mandavam comida, o pão por cima dos muros; e ele as aconselhava. Até que, com tanta gente querendo viver como Santo Antão, naquele lugar surgiram os monges. Ele foi construindo lugares e aqueles que queriam viver a santidade, seguindo seus passos, foram viver perto dele. O número de monges foi crescendo, mas o interessante é que quando iam se aconselhar com ele, chegavam naquele lugar vários monges e perguntavam: “Onde está Antão?”. E lhes respondiam: “Ande por aí e veja a pessoa mais alegre, mais sorridente, mais espontânea; este é Antão”. 

Ele foi crescendo em idade, em sabedoria, graça e sensibilidade com as situações que afetavam o Cristianismo. Teve grande influência junto a Santo Atanásio no combate ao arianismo. Ele percebeu o arianismo também entre os monges, que não acreditavam na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antão também foi a Alexandria combater essa heresia. Santo Antão viveu na alegria, na misericórdia, na verdade. Tornou-se abade, pai, exemplo para toda a vida religiosa. Exemplo de castidade, de obediência e pobreza. 

Santo Antão, rogai por nós!